<T->
          Alegria de Saber
          Portugus -- 3 srie
          Ensino Fundamental
          
          Anina Fittipaldi
          Maria de Lourdes
          Lucina Maria Marinho Passos

          Impresso em 3 partes na 
          diagramao de 28 linhas de 34 caracteres.
          
          Terceira Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (21) 3478-4400
          Fax (21) 3478-4444
          E-mail:~,ibc@ibc.com.br~,
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          -- 2007 --

<P>
          Copyright Anina Fittipaldi,
          Maria de Lourdes e
          Lucina Maria Marinho Passos

          ISBN 85-262-5293-3

          Direo adjunta editorial:
          Aurelio Gonalves Filho
          Responsabilidade editorial:
          Suely Yukiko Mori Carvalho
          Roberta Lombardi Martins
          Edio:
          Rita Narciso Kawamata
          Ana Luiza Couto
          Assistente editorial:
          Lidiane Vivaldini Olo

          Direitos desta edio cedidos  Editora Scipione Ltda.

          Av. Otaviano Alves de Lima, 4400 -- 6 andar
          e andar intermedirio Ala B
          Freguesia do  -- 
          Cep 02909-900 
          So Paulo -- SP
          Tel.: (11) 3990-1810
          ~,www.scipione.com.br~,

                               I
<R+>
<F->
Terceira Parte

Unidade 7

E a sade como vai?

 Uma atividade diferente ::: 237
 Vamos ler 1 :::::::::::::: 239  
 "O problema de Godofredo", 
  Gabriela Bozano Hetzel
 Seguindo as pistas do texto   
 Discutindo as idias do 
  texto   
 Detalhe puxa detalhe :::::: 244  
 Na ponta da lngua :::::::: 245  
 Trabalhando a oralidade ::: 247  
 Ateno  fala e  
  escrita :::::::::::::::::: 251  
 Divertimento :::::::::::::: 251  
 Roda de leitura ::::::::::: 253  
 Divertimento :::::::::::::: 256  
 Vamos ler 2 :::::::::::::: 256  
 "Cardpio do futuro", 
  Mnica Tarantino  
 Discutindo as idias do 
  texto   
 Detalhe puxa detalhe :::::: 258   
 Na ponta da lngua :::::::: 260  
 Vamos ler 3 :::::::::::::: 261  
 "Dormir para viver 
  melhor", Daniel Cruz 
 Seguindo as pistas do texto   
 Texto do dia-a-dia :::::::: 263  
 Agora voc escreve :::::::: 265  
 Avaliando o texto   
 Detalhe puxa detalhe :::::: 267  
 Vamos ler 4 :::::::::::::: 267  
 A "O que  a dengue?", 
  Prefeitura Municipal de 
  Belo Horizonte
 Seguindo as pistas do texto   
 B "No faa de sua planta 
  um criadouro de mosquitos 
  da dengue", Prefeitura da 
  Cidade do Rio   
 Seguindo as pistas do texto   
 Detalhe puxa detalhe :::::: 273  
 Uma atividade diferente ::: 274  

Unidade 8

No mundo do faz-de-conta!

Uma atividade diferente :::: 275
Vamos ler 1 ::::::::::::::: 277
<p>
                            III
"Os magos", Gabriela Hetzel
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Trabalhando a oralidade :::: 284
Ateno  fala e  
  escrita :::::::::::::::::: 284
Detalhe puxa detalhe ::::::: 285
Agora voc escreve ::::::::: 287
Avaliando o texto
Vamos ler 2 :::::::::::::: 289
"A verdadeira histria dos 
  trs porquinhos", Jon 
  Scieska
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Na ponta da lngua ::::::::: 296
Divertimento ::::::::::::::: 297
Trabalhando a oralidade :::: 298
Texto dialoga com texto :::: 298
Agora voc escreve ::::::::: 303
Avaliando o texto
Divertimento ::::::::::::::: 304
Roda de leitura :::::::::::: 306
Agora voc escreve ::::::::: 308
Avaliando o texto
Uma atividade diferente :::: 309

Unidade 9

Um cheiro de notcia no ar...

Uma atividade diferente :::: 311
Vamos ler 1 ::::::::::::::: 313
"Os jornais", Rubem Braga
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Texto dialoga com texto :::: 316
Vamos ler 2 ::::::::::::::: 317
"Encontrada em Caxias sonda
meteorolgica", O Globo
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Na ponta da lngua ::::::::: 320
Agora voc escreve ::::::::: 322
Avaliando o texto
Detalhe puxa detalhe ::::::: 323
Texto do dia-a-dia ::::::::: 324
Roda de leitura :::::::::::: 327
Curiosidade :::::::::::::::: 331
Detalhe puxa detalhe ::::::: 332
Divertimento ::::::::::::::: 334
<p>
                               V
Agora voc escreve ::::::::: 335
Avaliando o texto
Vamos ler 3 :::::::::::::::: 337
"Brincadeiras nos museus de 
  cincias", Luisa Massarani
Seguindo as pistas do texto
Discutindo as idias do 
  texto
Trabalhando a oralidade :::: 343
Divertimento ::::::::::::::: 344
Texto dialoga com texto :::: 345
Ateno  fala e  
  escrita :::::::::::::::::: 348
Uma atividade diferente :::: 349
<F+>
<R->
<p>
<176>
<Tale. saber 3 srie>
<T+237>
Unidade 7

E a sade, como vai?

  Nesta unidade, voc vai pensar
um pouco sobre a sade. Afinal,
cuidar da sade melhora a qualidade
de vida das pessoas!

<177>
Uma atividade diferente

<R+>
 1 Procure em jornais e revistas fotos de pessoas saudveis. Observe
o que voc selecionou e escreva, em uma tira de papel, uma frase
comeando com: *Ter sade *...
  Com as fotos e as frases, monte um painel no mural da classe.
  A seguir, troque idias com seus colegas: o que  ter um
comportamento saudvel?
 2 Faa um teste para avaliar seus cuidados com a sade. Em uma
folha de papel, responda:
<p>
Voc...
 a) toma banho todos os dias?
 b) corta as unhas toda semana?
 c) limpa as orelhas quando toma banho?
 d) lava bem os ps durante o banho?
 e) lava as mos antes e depois das refeies?
 f) escova os dentes depois das refeies?
 g) pratica esportes?
 h) brinca ao ar livre?
 i) come com freqncia legumes e frutas?
 j) bebe gua filtrada?
 l) vai ao mdico regularmente?
 m) dorme cedo?
<R->

<178>
  Para cada *sim*, conte 1 ponto.
  Agora, some todos os pontos e veja o resultado!
<R+>
  10 pontos ou mais -- Voc est no caminho certo!
  de 5 a 9 pontos -- Voc leva uma vida saudvel, mas precisa mudar
alguns hbitos.
  de 0 a 4 pontos -- Voc precisa mudar seus hbitos para ter uma vida
saudvel.
<R->

Vamos ler 1

  Voc j viu um tamandu?  um mamfero
desdentado e sua lngua mede 50 centmetros,
mas a boca tem apenas 2,5 centmetros.
Um tamandu-bandeira come 2 milhes de
formigas por dia!
  O texto que voc vai ler conta a histria de
um tamandu que no est com a sade muito
boa. Ser que comeu formigas demais?

O problema de Godofredo

  O tamandu Godofredo est com um problemo: ele vive com o
nariz entupido!
  Godofredo mora numa fazenda.
  A fazenda  enorme. Tem plantao, tem gado, tem um aude
cheio de patos, tem tanta coisa...
  Espera a, espera a, God (God  o apelido do tamandu...), eu
vou falar da mata, calma! (...)
<179>
  Ele anda muito nervoso por causa da tal alergia!
  Ento, como eu estava contando, a fazenda tem muita coisa, at
mata. E  na mata que o Godofredo vive. A mata  uma beleza, tem
tudo pra bicharada viver muito bem.
  Mas, sabe como , tem sempre bicho curioso, guloso, e o God  assim.
  H muito tempo que ele estava de olho nuns formigueiros grandes, numas casas de cupim enormes que ele via nos pastos da fazenda.
  A lngua do Godofredo coava, as unhas das patas da frente cavavam o cho, s de olhar para aquilo.
  Um dia ele no agentou. (...)
  Chegou juntinho, enfiou aquela lngua comprida e grudenta no formigueiro, e ficou esperando as formigas colarem.
  Foi a que aconteceu!
  Tamandu tem um nariz bem comprido, e no entusiasmo o Godofredo chegou o nariz bem perto do formigueiro. Acontece que o fazendeiro j estava muito chateado com tanta formiga estragando as coisas que ele plantava. Mandou botar remdio pra acabar com as formigas.
  Graas a Deus o remdio no matou God, mas ali mesmo a alergia comeou.
  Godofredo estava naquela animao, quando o nariz coou. Primeiro fraquinho, ele agentou firme. Mas a coceira foi piorando, piorando, at que no deu mais pra segurar. O tamandu deu um espirro enorme (espirro de tamandu  fogo...), e outro, e outro, e outro. (...)   O nariz do Godofredo entupiu. Entupiu to bem 
<p>
entupido, que no deu mais para pensar em formiga.

<R+>
Gabriela Bozano Hetzel. *O problema do Godofredo*.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, s.d.

<180>
Seguindo as pistas do texto

 1. Que nomes a autora usa para se referir ao tamandu?

 2. O tamandu Godofredo est com
um *problemo*: ele vive com o
nariz entupido!
 a) O que quer dizer problemo?
 b) Do quadro abaixo, a frase em que a
terminao -o tem o mesmo sentido que em *problemo*.
<R->

  A plantao do fazendeiro tinha sido destruda pelas formigas.
  O fazendeiro tinha um barrigo.
  As unhas de Godofredo cavavam o cho.
<p>
<R+>
 3. Na frase
 E  na mata que o Godofredo vive.
 A palavra *mata*  um verbo ou um substantivo? Escreva uma frase com essa mesma palavra com um sentido diferente do que aparece no texto.

 4. Observe:
 a) A fazenda  enorme. Tem plantao, tem gado...
 b) A fazenda para fazer o vestido foi cara.
  Nesse caso, *fazenda* est nomeando dois seres diferentes. Explique o
significado da palavra fazenda em cada frase.

<181>
Discutindo as idias do texto

 1. O problema de Godofredo era uma doena. Que doena era essa?
 2. Por que Godofredo ficou doente?
<p>
 3. Quais so as caractersticas da doena do tamandu?
 4. Em sua opinio, o fazendeiro agiu corretamente ao colocar remdio
pra acabar com as formigas? Por qu?
 5. Que tipo de linguagem o narrador usa para relatar a situao de
Godofredo? Comprove sua resposta com uma passagem do texto.
<R->

Detalhe puxa detalhe

  Existem diferentes recursos em nosso idioma para expressar uma idia.
<R+>
 1. Copie o quadro abaixo e complete-o fazendo o
mesmo com a frase do quadro:
 Ao escrever: 
  Mas a coceira foi piorando, piorando... 
 Usou-se o recurso:
  Repetiu-se duas vezes a palavra *piorando* 
 Para expressar a idia:
  A coceira aumentava. 

  O tamandu deu um espirro enorme (...),
e outro, e outro, e outro.

 2. Agora, reescreva os dois trechos da atividade anterior usando esses
recursos.
  Depois, troque o texto com um colega e veja como ele reescreveu os
trechos.
<R->

<182>
Na ponta da lngua

  Voc j observou que  preciso estar muito atento s palavras, pois
elas podem apresentar significados diferentes dependendo da circunstncia
em que so utilizadas.
<R+>
 1. Leia as frases e observe o sentido dos verbos em destaque:
  Ele *anda* muito nervoso por
causa da tal alergia!
  A formiga anda na mata.
 a) Em qual das frases o verbo destacado indica uma ao? 
<p>
 b) Na outra frase, qual  a idia de *andar*?

 2. O tamandu Godofredo
est com um problemo (...)
 a) Qual  o sentido do
verbo estar na frase
acima: ao ou estado?
 b) Complete a frase fazendo que o
verbo estar passe a indicar
uma ao.

  O tamandu est .....

<183>
 3.  importante observar que as palavras, nas frases, devem concordar
entre si.
  Veja:
 H muito tempo que ele estava de olho (...) numas casas de cupim enormes
 (...).

 a) Por que a forma verbal
usada  *estava*?
 b) Por que o adjetivo usado
 *enormes*?

 4. Agora, empregue corretamente os adjetivos e os verbos nas frases,
observando a concordncia:
 a) As unhas ..... do tamandu ..... o cho. (sujo/cavar)
 b) A ..... mata ..... os visitantes. (belo/encantar)
 c) A mulher do fazendeiro ..... muito ..... (estar/cansado)
  O que voc pode concluir com essas concordncias? Que classes de
palavras concordaram entre si? Converse com o professor.
<R->

Trabalhando a oralidade

  Voc vai ler, agora, a histria de um menino que no quer entrar no
banho... A me precisa chamar!

<184>
<R+>
Hora do banho

 Entrar no banho, puxa vida,
  acabar com a brincadeira.
<p>
 
 -- J pro banho, no enrola,
 olha s quanta sujeira!

 Todo dia isso acontece.
 Minha me  mesmo fogo:
 sempre fica me chamando
 na melhor parte do jogo.

 Eu subo pro banheiro
 de bico, e emburrado.
 Todo mundo est brincando
 e eu sozinho aqui, pelado!

 A... eu entro no box,
 e o burro fica de fora.
 A gua comea a cair
 e me esqueo logo da hora.

 Ajeito pra trs o cabelo
 que o creme rinse alisou.
 Luzes, cmera, ao!
 Vai comear o meu show!

 Seguro o chuveirinho
 e canto um rock maneiro.
 S engasgo, de vez em quando,
 com a gua que sai do chuveiro.

<185>
 A platia, entusiasmada,
 aplaude e pede mais um.
 Durante o banho vou lavando
 a barriga, o pintinho, o bumbum.

 A minha touca de plstico
 me serve que nem uma luva.
 Com ela, sei que sou um ndio,
 e invento uma dana da chuva.

 Mim ser o Deus do trovo!
 Querer cair tempestade.
 Mim abrir a torneira,
 e fazer chuva  vontade.

 Quando vou me transformar
 noutra coisa muito legal,
 minha me bate na porta
 com voz de ponto final:

 -- Sai do banho, anda logo.
 Quer ficar a noite inteira:
<p>
 
 Sair do banho, puxa vida,
  acabar com a brincadeira!

Claudio Thebas. *Amigos do peito*.
Belo Horizonte: Formato, 1996.
<R->

<186>
  Viu que engraado? O menino no queria entrar no banho, e depois a
me teve que chamar para ele sair do chuveiro!
  E na sua casa, isso tambm acontece?
  Conte para os colegas como seus pais falam com voc na hora de acordar,
de tomar banho, de almoar, de assistir  televiso, de estudar, de dormir...
  O professor vai escrever as frases no quadro-de-giz, sem pontuao, e
voc e seus colegas vo pontuar de acordo com o modo como as frases
so ditas.
  Voc acha que os pais, quando falam assim, esto cuidando de sua sade?

Ateno  fala e  escrita

  Observe a pronncia e a escrita da palavra sade.
<R+>
 1. Separe as slabas dessa palavra.
 2. Indique a slaba tnica dessa palavra.
 3. Como essa slaba  formada?
 4. Separe a slabas das seguintes palavras:
 ba
 cauda
 contedo
 sava
 pauta
 viva
 touro
  Conclua: Quando o *u* vem acentuado em uma palavra?

<187>
Divertimento

 1. Observe com muita ateno os versos do poema e descubra o
ttulo que Jos Paulo Paes deu a este texto.
  uma coceira
 que sobe, desce
 e de repente
 desaparece.
 Mas logo volta
 mais insistente
 e a gente (ora essa,
 um leno
 depressa)
 faz
 ah...
 AH...
 TCHIN!

Jos Paulo Paes. *L com cr*.
So Paulo: tica, 1993.

<188>
 2. Agora observe as ilustraes e diga por que as crianas foram ao
mdico.

_`[{trs meninos e uma menina encontram-se na sala de espera de 
um consultrio mdico: Paulo espirra, Lusa est com o corpo
coberto de bolinhas vermelhas, Marcos tem um galo na cabea
e Fbio apresenta um inchao entre o rosto e o pescoo_`]

 3. H mdicos especialistas, ou seja, que cuidam de uma determinada
rea do corpo humano. Qual  a especialidade destes mdicos?
 ortopedista -- oftalmologista -- otorrinolaringologista
<R->

<189>
Roda de leitura

  Nesta roda de leitura, voc vai conhecer crenas, dicas e conselhos que
falam sobre sade.
  Organizem-se em grupos. Leiam as fichas, destaquem as informaes
mais importantes de sua ficha de leitura e comentem com a classe o que
aprenderam.

Posso tomar banho depois de uma 
  refeio?
  Tomar banho frio ou entrar na piscina depois
de ter comido no oferece riscos. O que no
se deve fazer  qualquer tipo de exerccio
fsico intenso, como nadar, surfar. Isso desvia
o sangue do estmago para os msculos que
esto trabalhando. Ao praticar esportes
depois de comer, a pessoa fica com
dificuldades na digesto adequada. Tomar
banhos longos e quentes na banheira
tambm desvia o sangue do estmago.

Posso comer manga e tomar leite?
  Costumava-se dizer que isso no deve ser
feito s por causa de uma lenda que
surgiu na poca da escravido. A manga
era uma fruta bastante apreciada pelos
escravos. Para que eles no tomassem
leite, os senhores inventaram e
espalharam essa crendice.

<190>
Por que os pais implicam tanto
  com essas delcias?
  Bolos e doces: Contm muito
acar e uma quantidade
insuficiente de vitaminas e
minerais.
Refrigerantes: Tm muito acar
e poucos nutrientes. A cafena 
uma substncia estimulante.
Sorvetes: Apresentam muitos
nutrientes, mas esto cheios de
acar e gordura.
Batatas chips: Embora sejam
batatas, so fritas em leo e
contm grande quantidade de
sal e gordura.

Voc sabe como descobrir se 
  aquele ovo que est na geladeira 
  h um tempo continua fresco 
  ou no?
  H um truque muito simples. Coloque o ovo
numa vasilha com gua e sal. Se ele estiver
fresco, ir para o fundo da vasilha. Do
contrrio, flutuar parcialmente. Com o
tempo, a cmara de ar que existe dentro
dos ovos aumenta e os que no so
frescos acabam
boiando.

<R+>
Marcelo Duarte. *Guia dos curiosos*. So Paulo: Cia. das Letras, 1999.
<R->

<191>
<p>
Divertimento

  Encontre, na figura abaixo, quatro produtos derivados do leite e
escreva seus nomes.

<R+>
_`[{a me serve o caf da manh para os dois filhos. Na mesa h: 
caf, requeijo, gelia, frutas, pezinhos, ovos estrelados, queijo,
presunto, iogurte, biscoitos, manteiga e suco_`]
<R->

<192>
Vamos ler 2

  Uma boa alimentao  muito importante para nossa sade.
Leia o texto a seguir, que trata da comida do futuro.

Cardpio do futuro

  Quando se fala na comida do futuro, a primeira
imagem que vem  mente ainda so cpsulas
coloridas ou misturas em p insossas, com
incrveis poderes nutritivos. Pode apagar.
  A cincia caminha em outra direo. As
chances de que a cesta de compras mais
adequadas s nossas necessidades seja
composta de muita variedade e
alimentos saborosos so bem maiores.
Uma das razes  o rumo tomado
pelas pesquisas, que acenam com
funes especiais de alguns
alimentos. Alm de saciar a fome e
fornecer energia para manter o corpo
funcionando, eles se mostram
aliados poderosos na preveno de
doenas e no combate ao envelhecimento.

<R+>
Mnica Tarantino. Revista *Isto*. So Paulo: Trs, n.o 1787, 7 jan. 2004.
<R->

<R+>
Discutindo as idias do texto

 1. Um ttulo apropriado  sempre um bom comeo. Ele deve ser atraente
e chamativo. O ttulo escolhido pela autora do artigo tem essas
caractersticas? Por qu?
 2. No incio, que idia o texto discute?
 3. A seguir, que informao o artigo apresenta?
 4. Em sua opinio, qual foi a inteno da autora ao escrever o artigo?
<R->

<193>
Detalhe puxa detalhe

  Leia com ateno os textos a seguir. Eles apresentam algumas
informaes sobre como se alimentar bem.
  No quadro abaixo, voc vai encontrar sugestes de ttulos para os
textos. Qual  o melhor ttulo para cada um dos textos?
  Como limpar frutas, legumes e verduras
  Como cozinhar verduras e legumes
  O valor nutritivo das carnes
  Prefira sucos naturais

<R+>
 A --
 Todos os tipos de carne, tanto
os mais caros quanto os de preo
menor, tm praticamente o mesmo
valor nutritivo. Assim, tanto faz
comer fil como carne de segunda
ou midos: para o organismo, os
benefcios so os mesmos.

 B --
 Os sucos de frutas frescas so
muito mais saudveis que os
refrigerantes. Estes devem ser
evitados, pois tm pouco valor
alimentar e podem conter produtos
qumicos prejudiciais  sade.

<194>
 C --
 Outra forma de garantir uma
boa limpeza de frutas, legumes e
verduras  deix-los
mergulhados, durante quinze
minutos, em um litro de gua
com um copo de vinagre.

 D -- 
 O cozimento de legumes e
verduras destri uma parte de suas
vitaminas. Por isso,  melhor comer
esses alimentos crus. Quando
necessrio, devem-se coz-los em
pouca gua, com a panela tampada
e durante pouco tempo. Nunca se
deve usar panela de presso para
legumes e verduras.
  A gua em que foram cozidas as
verduras e os legumes contm
muitas vitaminas. Por isso, no deve
ser jogada fora. Pode ser usada para
sopa, para cozer arroz etc.

Daniel Cruz. *Cincias & educao ambiental --
O corpo humano*. So Paulo: tica, 1996.
<R->

<195>
Na ponta da lngua

  O pronome *isso*, muitas vezes, faz parte de uma expresso bastante
usada: *por isso*, que quer dizer *por causa disso, por esse motivo*. Essa
expresso ajuda tambm a fazer ligao entre as idias.
  O cozimento de legumes e verduras destri uma parte de suas
vitaminas. *Por isso*,  melhor comer esses alimentos crus.
<R+>
 1. Leia as frases a seguir. Copie-as e complete-as, usando a
expresso *por isso*.
 a) Doces, refrigerantes e balas no alimentam bem, *por isso*...
 b) Tomar remdios sem necessidade pode afetar a sade, *por isso*...

 2. Crie frases a partir das informaes de cada quadro utilizando a
expresso *por isso*.
 crianas sempre resfriadas -- boa alimentao -- espinafre, couve
e legumes
 ficar acordado at muito tarde -- danos  sade -- horrio certo
para dormir
<R->

<196>
Vamos ler 3

  Normalmente, as tabelas apresentam nmeros como resultado de uma
pesquisa realizada.
  Leia a tabela a seguir e observe o estudo que foi feito sobre a
importncia das horas de sono.

<R+>
Dormir para viver melhor

<F->
horas de sono _ idade (em anos)
  necessrias _   
  13         _ 3 a 7
  12         _ 7 a 10
  11         _ 10 a 15
  10         _ 15 a 18
  8          _ adultos
<F+>
<R->

<R+>
Daniel Cruz. *Cincias & educao ambiental
-- O corpo humano*. So Paulo: tica, 1996.
<R->

<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. Observe a tabela acima.
 a) Em quantas colunas ou partes se divide a tabela?
 b) De acordo com os nmeros apresentados, quem deve dormir mais
tempo: uma criana ou um adulto?
 c) Quantas horas de sono deve ter um adolescente de 15 anos?
<p>
2. Agora, responda:
 a) Quantos anos voc tem?
 b) Quantas horas voc dorme diariamente?
 c) Voc est seguindo as recomendaes da tabela? Por qu?

 3. Com base na tabela,  possvel descobrir que pesquisa foi feita para
que se obtivessem esses resultados?
<R->

<197>
Texto do dia-a-dia

  Veja como a Turma da Mnica tambm se preocupa com a sade...

<R+>
_`[{cartaz com o ttulo em letras grandes Automedicao no  
soluo... Cebolinha est de cama com um termmetro na boca.
  Franjinha, ao seu lado, vestido de mdico, aponta zangado para 
uma caixa de remdios com tarja preta, mostrando que seu uso 
 perigoso. Na parte inferior do 
<p>
  cartaz, l-se: Doente? Procure 
um mdico!_`]

Mauricio de Sousa. 
  ~,www.monica.com.brindex.htm~, Acesso: 30 ago. 2004.

<198>
 1. O que  automedicao? Consulte o dicionrio.
 2. Qual  a informao sobre sade que o cartaz apresenta?

 3. Observe o cartaz.
 a) H uma frase que se destaca?
 b) A quem a frase se dirige?

 4. H outra informao no cartaz. Qual  sua mensagem?
 5. As cores e a ilustrao do cartaz contribuem para chamar ateno para
uma campanha em favor da sade?
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<p>
Agora voc escreve

  Para ter boa sade,  preciso cuidar de nosso corpo, de nossa casa, dos
alimentos e de nossas roupas.
  O professor vai dividir a classe em quatro grupos, e cada um deles vai
pesquisar sobre um dos temas da pgina seguinte. Na biblioteca da escola
vocs encontraro livros para a pesquisa.
  Depois que a pesquisa estiver pronta, o grupo escreve o texto em uma
folha de papel e apresenta as ilustraes em um cartaz.

<199>
<R+>
 Grupo 1: Cuidados com nosso corpo
 GRUPO 2: Cuidados com nossa casa
 GRUPO 3: Cuidados com nossas roupas
 GRUPO 4: Cuidados com nossos alimentos
<R->
<p>
  O grupo deve ler a pesquisa para a classe e afix-la no mural com o cartaz
das ilustraes. Depois, exponham as pesquisas e os cartazes nos corredores
da escola, para que todos os alunos tenham acesso s informaes.

Avaliando o texto

  Aps a apresentao da pesquisa e dos cartazes, faa uma avaliao.
<R+>
 1. Os colegas entenderam as informaes da pesquisa?

 2. Com relao ao cartaz:
 a) As ilustraes chamam a ateno do leitor?
 b) Os cartazes so atraentes?
 c) Os cartazes trazem informaes ou advertncias importantes?

 3. As palavras esto escritas corretamente?
<R->

<200>
<p>
Detalhe puxa detalhe

  Sua classe vai convidar um mdico ou um profissional da sade para
uma entrevista.
  Elaborem um roteiro com as perguntas que vocs querem fazer.
Depois, convidem toda a escola para assistir ao evento.

  Sugestes:
<R+>
 a) O que so doenas?
 b) Como elas podem ser transmitidas?
 c) O que  contgio?
 d) Quais so as doenas que mais afetam as crianas brasileiras?
 e) Quais so os cuidados necessrios para que estejamos sempre
saudveis?
<R->

Vamos ler 4

  O cuidado com o lugar onde vivemos tambm  muito importante
para prevenir doenas. Voc j ouviu falar dos inimigos de nosso
organismo?
  Vrus, micrbios e bactrias, entre outros, atacam nosso corpo,
causando inmeras doenas.
  Leia sobre um desses inimigos.

<201>
 A --
  O que  a dengue?
   uma doena causada por um vrus, somente transmitida
quando o mosquito *Aedes aegypti *picar uma pessoa doente e
depois picar uma pessoa sadia.
  Os principais sintomas so: febre, dor de cabea forte, dor nos
msculos e nos ossos, podendo causar manchas vermelhas na
pele.
  Ao observar qualquer um desses sintomas, procure
imediatamente o Centro de Sade mais prximo. Evite tomar
remdios por conta prpria. Isso pode agravar os sintomas.

<R+>
Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. Secretaria de Sade, 1996.
<R->
<p>
<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. Copie a ficha abaixo
e preencha-a com as informaes
mais importantes do texto:

DENGUE
  O que : 
  Como  transmitida: 
  Sintomas da doena:
  Providncias:
 a) Em sua opinio, falta alguma informao importante na ficha?
 b) Se voc tivesse que transmitir essas informaes para outra pessoa,
qual(is) delas voc consideraria mais importante(s)?
<R->

<202>
 B --
  No faa de sua planta um criadouro
de mosquitos da dengue

Eliminando o mosquito
  Regando as plantas, duas vezes por
semana, com uma soluo de:

<R+>
gua            _ sanitria
 (volume -- ml) _  (gotas)
 50              _ 2
 100             _ 4
 250             _ 10
 500             _ 20
 1.000           _ 40

 ou meia colher de ch
 ou 1 colher de ch

ou

Colocando gua sanitria no
prato da planta, duas vezes
por semana:

  Prato pequeno (50 a 100 ml)
 -- 2 a 4 gotas
  Prato mdio (200 a 300 ml)
 -- 8 a 12 gotas
  Prato grande (500 ml)
 -- 20 gotas
<R->

  Quem manda em sua casa  voc. Ponha o mosquito
da dengue para correr.
<p>
Como tratar suas plantas sem 
  cultivar o mosquito
  As bromlias tambm podem ser foco de proliferao do mosquito,
pois suas folhas acumulam gua. Para evitar que isso acontea, use a
mistura de gua com gua sanitria (hipoclorito de sdio) (...) ou use
jato forte de gua nos casos em que essa opo no seja possvel.

Limpeza
  Esfregue bem, com pano e/ou bucha,
as paredes dos recipientes, pois nelas as
fmeas do mosquito depositam seus ovos.
  Ou
  Substitua a gua dos pratos das
plantas por areia.
  Caixas-d'gua, tambores, cisternas,
poos ou quaisquer outros 
<p>
depsitos de
gua devem ser muito bem tampados.
  Colabore!

<R+>
Prefeitura da Cidade do Rio. Secretaria de Sade, Plano de Erradicao do Aedes aegypti, Comisso
Executiva Municipal, Informao, Educao e Comunicao em Sade.
<R->

<203>
<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. Por que o texto B complementa o texto A?
 2. As informaes dos textos A e B serviriam para divulgar uma
campanha contra a dengue num folheto? Por qu?
 3. Com um colega, crie um folheto com essas informaes. Dobrem uma
folha em trs partes. A seguir, distribuam na folha os dados dos textos
A e B. Ilustrem o folheto com desenhos ou recortes de revista.
<R->
<p>
Detalhe puxa detalhe

  Ser que para ser saudvel basta apenas cuidar do corpo e do lugar
em que vivemos?
  Sentir-se feliz tambm no  uma forma de ter uma vida saudvel?
  Agora, leia o que o escritor e artista plstico Otvio Roth escreveu no
livro *Duas dzias de coisinhas -toa que deixam a gente feliz*.

<R+>
 comear caderno novo
 pintinho saindo do ovo
 um p de meia quente
 melancia sem semente
 barquinho na enxurrada
 queijo com goiabada
 joaninha no nariz
 fazer um amigo feliz
 estrelinha piscando no cu
 melar o dedo no mel
 algum por perto
 um saco de bombom aberto
<R->

  As frases do texto que falam de coisas que
tambm deixam voc feliz. Aproveite e complete a lista: o que mais deixa
voc feliz?

<204>
Uma atividade diferente

  Voc j viu que ser saudvel no  somente no ter doenas. Alm de
cuidar de nosso corpo, temos de cuidar tambm da mente. Ser saudvel
tambm  viver bem, com bom humor e disposio!
  Muitas pessoas no tm sade porque esto sempre de mau humor,
tristes, com preguia...
  Que tal ajudar as pessoas que so assim?
  Com a ajuda do professor, organizem-se em grupos. Cada grupo vai
criar um folheto com uma lista de conselhos para afastar os sentimentos
que vocs acham que fazem mal  sade.
  Depois, distribuam os folhetos pela escola. Vocs vo ver como seus
colegas vo ficar mais felizes!
<L>
<205>
 Unidade 8

No mundo do faz-de-conta!

  Nesta unidade, voc vai ler muitos contos... E escrever
tambm...
  Contos de fadas, de prncipes e de princesas, de lobos...
  So muitos contos e muitas coisas para contar...
  Afinal, quem conta um conto aumenta um ponto e,
assim, vai contando...

<206>
Uma atividade diferente

  Faz de conta que voc  um detetive!
  Estas personagens so reais ou imaginrias?

<R+>
 1 Nestas fichas, voc vai encontrar algumas
informaes sobre duas pessoas. Leia com ateno!
<R->
<p>
  Em seu aniversrio de 184
anos, em 1876, *Nino* ganhou
de seu tio Victor uma
miniatura de telefone. Foi
o prprio inventor
Alexander Graham Bell
que fez este presente
especialmente para o
menino, a pedido de
seu amigo Dr. Victor.
  O telefoninho
ficou igualzinho ao
aparelho que
Graham Bell tinha
acabado de
inventar.

<R+>
Flavio de Souza. *O lbum
do Nino*. So Paulo: Companhia
das Letrinhas, 1995.
<R->

<207>
  No dia 23 de outubro de 1906,
o brasileiro *Santos Dumont*
foi o responsvel pelo
primeiro vo reconhecido
da histria: ele saiu do
cho a bordo de seu 14
Bis em Paris, na
Frana. O feito durou
exatos 21 segundos. A
partir de ento, o
desenvolvimento
dos avies foi
impressionante,
mudando
<p>
definitivamente a
histria dos meios
de transporte.

<R+>
*Meios de transporte*. So
  Paulo: Abril, 2000. (Coleo de
Olho no Mundo -- Recreio, v. 18).

 2 A seguir, anote as pistas que podem ajudar a
descobrir quem  real e quem  imaginrio.
 3 Apresente suas concluses para a classe e confira o resultado com
o professor. E ento todos so bons detetives?
<R->

<208>
Vamos ler 1

  Uma menina tem o corao de pedra, e precisa torn-lo leve. Ser que
ela vai conseguir?

Os magos

  Alm das sete montanhas de prata, dos sete rios de fogo e do
deserto da solido, vivem os magos.
  Para l se dirige a menina do corao de pedra, enviada pela
Rainha. Viaja seguindo o fio de cristal que a aranha mgica, sua
amiga, vai tecendo ao passar.
  A menina tem pressa, seu corao pesa cada dia mais.
  As montanhas de prata a cegam com seu brilho, delas se
desprende um fio mortal. Seus ps escorregam na prata
polida, a dureza de suas arestas machuca as suas
mos. A menina escala as montanhas.
  O fio de cristal, tnue e transparente, por vezes
 quase invisvel sobre a prata brilhante. Mas a
menina continua sem parar, atrs da aranha, e com
ela vence sete vezes as montanhas belas e
indiferentes.
  Ao descer a ltima montanha, v os rios de
fogo. Sete fitas de ouro chamejante, das
quais se desprende um calor terrvel.
Sete serpentes de fogo,
intransponveis.
  A menina assustada, o corao de
pedra queimando em seu peito,
afasta-se e chora.
  A aranha sobe no rosto da
menina, colhe suas lgrimas nas
pequenas patas e deixe-as cair, uma
a uma, em seu peito. O corao vai
esfriando, mas a aranha v que
rachaduras surgiram nele. (...)
<209>
  Menina e aranha correm, com um nico objetivo: o deserto da
solido.
  Por um momento, o vapor ardente cega a menina. Seu corao e
seus olhos queimam, ela pra.
  Num ltimo esforo, joga-se para frente, indo cair na areia fria do
deserto.
  A aranha mgica espera por ela. Juntas descansam. A areia devolve
foras  menina, contudo o corao de pedra racha um pouco mais.
Elas recomeam a viagem.
  Ao sol e ao luar de quatro luas cheias, brilha o fio de cristal.
  Quatro luas cheias foi o tempo que a Rainha deu  menina para
vencer o deserto e chegar aos magos. Tambm foi ela quem lhe deu a
aranha mgica, sua guia silenciosa e fiel.
  A menina caminha sem parar... (...) S mais um pouco, parece lhe
dizer a pequena aranha, correndo e tecendo seu fio frgil.
  Plida, sem vida, como o deserto que atravessara, a menina chega
 floresta e desmaia. (...)
  Assim, os magos a encontram, ao raiar da aurora. (...)
  O mago dos magos se aproxima e afasta a mo que a menina
apia ao peito.
  L est o corao de pedra. Nele pulsam toda a tristeza, todo o
dio, toda a solido e egosmo que a Rainha ali aprisionara, antes de
enviar a menina aos magos.
  Os magos esperavam por ela, sabiam de sua misso. Muitos, antes
dela, haviam tentado, todos haviam falhado. E os coraes de pedra
partidos espalharam-se pelo mundo, aumentando mais e mais a sua
misria.
  Agora, ali estava: a ltima esperana da Rainha. A menina conseguira.
  O corao  retirado pelos magos... No peito, a aranha tece uma pomba.
  A menina viaja alegre com seu corao de pomba.
  A Rainha esperava a menina.
  Ao pr-do-sol, elas sobem  torre mais alta do palcio. L, a
pomba se solta e, ao voar, vai crescendo, cresce tanto que as suas asas
aconchegam o mundo, em paz.
  A aranha mgica , agora, uma rosa vermelha a pulsar cheia de
amor no peito da menina.

<R+>
Gabriela Hetzel. *Histrias de lavar a alma*. So Paulo: DCL, 2002.

<210>
Seguindo as pistas do texto

 1. As personagens do conto podem ser associadas a alguns sentimentos.
  Relacione as personagens do quadro A aos
sentimentos do quadro B.

 A --
 A Rainha
 Menina
 Magos
 Aranha mgica
 Fio
 Corao de pedra
 Pomba
 Rosa vermelha

 B -- 
 fidelidade
 perseverana
 dio
 poder
 amor
 bondade
 amizade
 paz

Discutindo as idias do texto

 1. A menina possui uma misso. Que misso  essa?
<p> 
 2. A Rainha d um tempo e um guia  menina para que ela chegue ao
objetivo.
 a) Quanto tempo foi dado  menina?
 b) Quem era o guia da menina?

<211>
 3. O que havia dentro do corao de pedra?
 4. Quem  a personagem principal, a herona do conto?

 5. Para chegar aos magos, a menina teve de vencer muitas dificuldades.
 a) Qual foi o primeiro obstculo?
 b) Qual foi o segundo obstculo?
  O que aconteceu ento?
 c) Qual foi o terceiro obstculo?

 6. Qual foi o resultado da jornada da menina?
 7. Em sua opinio, qual foi o momento mais emocionante do conto? Por qu?
 8. O final j era esperado por voc ou foi uma grande surpresa? Por qu?
<R->

<212>
Trabalhando a oralidade

  O *conto*  uma narrativa curta que possui os elementos de uma
longa histria: narrador e personagens, ambiente, enredo, conflito,
desfecho.

   A classe vai se dividir em cinco grupos, cada um responsvel pela
apresentao de um dos elementos do conto. Depois de um tempo
determinado pelo professor, cada grupo vai expor seu tpico para o
restante da classe.

<R+>
Ateno  fala e  escrita

 1. Escreva, todas as palavras do 1 e do 2 pargrafos
do texto que terminam com *e* e com *o*.
 2. Releia essas palavras e comente com os colegas: como se pronunciam,
nelas, o *e* e *o* finais?
 3. Agora, escreva algumas palavras escritas com *i* e *u* finais:
 4. Compare, observando a slaba mais forte de cada palavra:
 sete -- venci -- fogo -- tatu
  O que voc conclui?
<R->

<213>
Detalhe puxa detalhe

  No conto Os magos, os lugares por onde a menina passa so
imaginrios e bastante significativos, mas ela enfrenta mudanas de acordo
com a caracterstica de cada um deles.
<R+>
 1. Observe os quadros:

 A --
 _`[{mulher, usando um longo vestido branco enfeitado com bordados e
rendas, e um chapu de flores e rendas, l um livro, sentada
na grama e recostada a uma rvore.  sua volta h muitas flores_`]
  Legenda: Claude Monet. *Mulher no
jardim*, 1872, leo sobre
tecido, 5065 cm.

 B --
 _`[{homem, usando camisa xadrez, cala branca e chapu, toca viola
sentado no parapeito de uma janela. Em torno da janela v-se a 
parede descascada da construo fosca. Em p, encostada na
janela pelo lado de fora, uma mulher, usando saia, bluso e um
leno pendurado no pescoo, canta, acompanhando o violeiro_`]
  Legenda: Almeida Jnior. *O violeiro*, 1899,
leo sobre tela, 141172 cm.

<214>
  Em sua opinio:
 a) os quadros mostram uma relao entre a personagem e o ambiente?
  Por qu?
 b) que tipo de histria a moa do quadro A estava lendo?
 c) que tipo de msica o homem do quadro B estava tocando?
<p>
 2. A seguir, observe a fotografia:

 _`[{num jogo de futebol, o juiz mostra o carto amarelo a um jogador, enquanto outro est cado no gramado_`]
  Legenda: Jogo de futebol entre So Paulo e Bangu (2002).

 a) O que ela mostra?
 b)  possvel dizer o que aconteceu antes de a foto ser tirada?
 c) Em sua opinio, essa foto conta uma histria? Por qu?
<R->

<215>
Agora voc escreve

_`[{foto de uma jovem indgena_`]

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<p>
  Construa um texto narrativo, obedecendo ao seguinte roteiro:
<R+>
 a) D um nome  personagem da foto.
 b) Descreva as caractersticas fsicas e o jeito de ser e viver da
personagem.
 c) Caracterize o espao onde ela vive e como ela age dentro dele.
 d) Crie uma situao em que ela precise deixar seu ambiente e ir para
outro bem diferente. Descreva suas atitudes e seus sentimentos no
novo espao.
 e) D um desfecho para a histria.
<R->

Avaliando o texto

  Troque seu texto com o de um colega e avalie:
<R+>
 a) Ele seguiu as instrues do roteiro?
 b) As palavras foram escritas corretamente?
 c) Que alteraes voc sugeriria na histria?
<R->

<216>
Vamos ler 2

  Toda histria tem um heri, que costuma ser bonzinho... Algumas vezes,
porm, no  isso o que acontece...
  Leia agora a histria dos Trs Porquinhos com um heri bem
diferente...

A verdadeira histria dos trs 
  porquinhos
 A. Lobo

  Eu sou o lobo. Alexandre T. Lobo.
  Pode me chamar de Alex.
  Eu no sei como comeou todo esse papo de Lobo Mau, mas est
completamente errado. (...)
  No tempo do Era uma vez, eu estava fazendo um bolo de
aniversrio para a minha querida e amada vovozinha.
  Eu estava com um resfriado terrvel, espirrando muito.
  Fiquei sem acar.
  Ento resolvi pedir uma xcara de acar
emprestada para o meu vizinho.
  Agora, esse vizinho era um porco.
  E no era muito inteligente tambm.
  Ele tinha construdo a sua casa toda de
palha. (...)
   claro que, assim que bati, a porta caiu. (...)
  Eu j estava a ponto de voltar para casa
sem o acar para o bolo de aniversrio da
minha querida e amada vovozinha.
  Foi quando meu nariz comeou a coar.
  Senti o espirro vindo.
  Ento inflei.
  E bufei.
  E soltei um grande espirro.
  Sabe o que aconteceu? Aquela maldita casa
de palha desmoronou inteirinha. E bem no
meio do monte de palha estava o Primeiro
Porquinho -- mortinho da silva. (...)
<217>
  Seria um desperdcio deixar um presunto em excelente estado no
meio daquela palha toda. Ento eu o comi. (...)
  Eu estava me sentindo um pouco melhor. Mas ainda no tinha
minha xcara de acar. Ento fui at a casa do prximo vizinho. Esse
vizinho era irmo do Primeiro Porquinho.
  Ele era um pouco mais esperto, mas no muito.
  Tinha construdo a sua casa com lenha.
  Toquei a campainha da casa de lenha. Ningum respondeu. (...)
  Eu tinha acabado de pegar na maaneta quando senti outro
espirro vindo.
  Eu inflei. E bufei. E tentei cobrir minha boca, mas soltei um
grande espirro.
  Voc no vai acreditar, mas a casa desse sujeito desmoronou
igualzinho  do irmo dele.
  Quando a poeira baixou, l estava o Segundo Porquinho --
mortinho da silva. Palavra de honra. (...)
  E eu ainda no conseguira aquela xcara de acar para o bolo de
aniversrio da minha querida e amada vovozinha. Ento fui at a casa
do prximo vizinho.
  Esse sujeito era irmo do Primeiro e do Segundo Porquinho.
  Devia ser o crnio da famlia.
  A casa dele era de tijolos.
  Bati na casa de tijolos. Ningum respondeu. (...)
  Eu j estava quase indo embora para fazer um
lindo carto de aniversrio em vez de um bolo,
quando senti um espirro vindo.
  Eu inflei.
  E bufei.
  E espirrei de novo.
  Ento o Terceiro Porquinho gritou:
  E a sua velha vovozinha pode ir s favas.
  Sabe, sou um cara geralmente bem calmo. Mas, quando algum
fala desse jeito da minha vovozinha, eu perco a cabea.
  Quando a polcia chegou,  evidente que eu estava tentando
arrebentar a porta daquele Porco. (...)
  O resto, como dizem,  histria.

<R+>
Jon Scieska. *A verdadeira histria dos trs porquinhos*. So Paulo: Companhia das Letrinhas, 1995.
<R->

<218>
<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. Depois de se apresentar, A. Lobo comea a contar sua histria. A partir
de algumas frases, o lobo tenta mostrar para o leitor como ele .
  Relacione as caractersticas abaixo s frases
seguintes:
 educado
 tranqilo
 dedicado
 injustiado
 sincero
 a) ... eu estava fazendo um bolo de
aniversrio para a minha querida
e amada vovozinha.
 b) Toquei a campainha da casa de lenha.
 c) Palavra de honra.
 d) Sabe, sou um cara geralmente bem calmo.
 e) O resto, como dizem,  histria.

 2. Observe:
 Atchim!!!
 Aaaaaatchiiiimmm!!
 Aatchim!
  Qual das formas acima voc escolheria para representar o espirro do
lobo? Por qu?

<219>
 3. Uma palavra pode ter vrios significados. O que quer dizer papo nas
frases a seguir?
 a) Eu no sei como comeou todo esse *papo* de Lobo Mau...
 b) Esse *papo* em meu pescoo me preocupa bastante.
<p>
 4. Qual  o significado do verbo bater nas seguintes frases?
 a) *Bati* na casa de tijolos. Ningum respondeu.
 b) *Bati* no porquinho porque ele no me obedeceu.
 c) *Bati* um papo sobre o lobo na casa da vov.
 d) *Bati* pernas o dia todo procurando o livro dos Trs Porquinhos.

 5. Quando a polcia chegou,  evidente que eu estava tentando
arrebentar a porta daquele Porco.
  Ao usar a palavra *porco* nesse trecho, qual era a inteno do lobo?
 6. A histria de A. Lobo pode ser dividida em quatro partes, de acordo
com o desenrolar dos fatos. Indique essas partes. Siga o modelo.
  1 parte: Apresentao do lobo. Vai de Eu sou o lobo. at ... completamente errado.
 7. No incio da histria, o lobo se apresenta de trs maneiras. Que
maneiras so essas?
 8. Como o lobo caracteriza os trs porquinhos da histria?

<220>
Discutindo as idias do texto

 1. Durante a histria, o lobo tenta passar uma imagem de educado,
tranqilo, sincero. Que imagem ele quer desfazer?
 2. O lobo acha que foi injustiado. Que argumentos usa para convencer o
leitor de que  uma vtima?
 3. Em sua opinio, por que o lobo resolveu contar sua verso da histria?
<R->

Na ponta da lngua

  Observe:
  Eu inflei. E bufei. E tentei cobrir minha boca,
mas soltei um grande espirro.
  Eu inflei, bufei e tentei cobrir minha boca,
mas soltei um grande espirro.

<R+>
 1. As duas frases expressam a mesma idia, mas h uma diferena entre
elas. Qual?
<221>
 2. Leia as frases:
  Foi acabar de construir a casa. 
  Foi ao banheiro.
  Tomou caf. 
  O Porquinho se levantou.
<R->

  Coloque essas frases em ordem e forme um nico pargrafo com elas.
Preste ateno na pontuao.

<222>
Divertimento

  Os Trs Porquinhos esto escondidos do Lobo! Ser que voc
consegue ach-los? Depois, escreva um texto narrativo contando por
que eles se esconderam e se o Lobo conseguiu encontr-los. A classe
vai afixar os trabalhos no mural da classe, para que todos 
<p>
possam ler
as diferentes histrias.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<223>
Trabalhando a oralidade

  Em sua opinio, o lobo  uma
vtima ou um espertalho?
  Para se defender, A. Lobo tenta
convencer o leitor de que  um
lobo bom.
  Voc e seus colegas vo organizar um julgamento para A. Lobo. Um
grupo far a defesa, outro a acusao e outro ser o jri.
  Preparem seus argumentos. O jri vai ouvir a defesa e a acusao e,
depois, decidir se o lobo  inocente ou culpado e, nesse caso, qual deve
ser sua punio.

Texto dialoga com texto

  Criar uma nova verso de uma velha histria  um trabalho muito
interessante.  preciso muita imaginao e criatividade!
  Veja como alguns autores fizeram isso.

<224>
 A --
 Chapeuzinho vermelho de raiva

  -- Senta aqui mais perto,
Chapeuzinho. Fica aqui mais pertinho
da vov, fica.
  -- Mas vov, que olho vermelho...
E grando... Que que houve?
  -- Ah, minha netinha, estes olhos
esto assim de tanto olhar para voc.
Alis, est queimada, hein?
  -- Guaruj, vov. Passei o fim de
semana l. A senhora no me leve a
mal, no, mas a senhora est com um
nariz to grande, mas to grande! T
to esquisito, vov.
  -- Ora, Chapu,  a poluio.
Desde que comeou a
industrializao do bosque que  um
Deus nos acuda. Fico o dia todo
respirando este ar horrvel. Chegue
mais perto, minha netinha, chegue.
<225>
  -- Mas em compensao,
antes eu levava mais de duas
horas para vir de casa at aqui e
agora, com a estrada asfaltada, em
menos de quinze minutos chego
aqui com a minha moto.
  -- Pois , minha filha. E o que
tem a nesta cesta enorme?
  -- Puxa, j ia me esquecendo:
a mame mandou umas coisas
para a senhora. (...) mas  para a
senhora comer um s por dia, viu?
Lembra da indigesto do
carnaval?
  -- Se lembro, se lembro...
  -- Vov, sem querer ser chata.
  -- Ora, diga.
  -- As orelhas. A orelha da
senhora est to grande. E, ainda
por cima, peluda. Credo, vov!
<226>
  -- Ah, mas a culpada  voc. So estes discos
malucos que voc me deu. Onde j se viu
fazer msica deste tipo? Um horror!
  Voc me desculpe porque foi voc
que me deu, mas estas guitarras,
 guitarra que se diz, no ?
Pois ; estas guitarras so
muito barulhentas... No
h ouvido que agente,
minha filha. Msica  a
do meu tempo. Aquilo
sim, eu e seu finado
av, danando
valsas... Ah, esta
juventude est
perdida mesmo.
  -- Por falar em
juventude, o
cabelo da senhora
est um barato,
hein? Todo
desfiado, pra cima,
encaracolado. (...)
  -- Tambm
tenho que entrar na
moda, no , minha
filha? (...)
  -- E esta boca
imensa???!!!
  A av pula da cama e
coloca as mos na cintura,
brava:
  -- Escuta aqui, queridinha:
voc veio aqui hoje para me
criticar, ?!

<R+>
Mrio Prata. *Chapeuzinho vermelho de raiva*.
So Paulo: Globo, 1970.
<R->

<227>
<p>
 B --
<R+>
 Chapeuzinho Amarelo

 Era a Chapeuzinho Amarelo.
 Amarelada de medo.
 Tinha medo de tudo,
 aquela Chapeuzinho.
 J no ria.
 Em festa, no aparecia.
 No subia escada, nem descia.
 No estava resfriada, mas tossia.
 Ouvia conto de fadas
 e estremecia.
 No brincava de mais nada,
 nem de amarelinha.
 Tinha medo de trovo.
 Minhoca, pra ela, era cobra.
 E nunca apanhava sol
 porque tinha medo de sombra.
 No ia pra fora pra no se sujar.
 No tomava sopa
 pra no se ensopar.
 No tomava banho
 pra no descolar.
 No falava nada
 pra no engasgar.
 No ficava em p
 com medo de cair.
 Ento vivia parada,
 deitada, mas sem dormir,
 com medo de pesadelo.
 Era a Chapeuzinho Amarelo.

Chico Buarque. *Chapeuzinho Amarelo*.
Rio de Janeiro: Jos Olympio, 2003.

<228>
 1. Os textos apresentados so verses de que histria famosa?
 2. A personagem principal tem as mesmas caractersticas nos dois textos?
 3. Os dois textos so escritos da mesma forma?
 4. O que a cor do chapu da personagem indica em cada texto?
 5. O tema e o objetivo
dessas novas histrias so
semelhantes?
<R->

Agora voc escreve

  Crie uma verso moderna de um conto de fadas. Voc pode escolher.
Nos dias de hoje:
<R+>
  onde Rapunzel estaria presa?
  com que roupa Cinderela iria ao baile?
  como Joo e Maria se perderiam dos pais?
  o que faria Branca de Neve cair em sono profundo?
  No se esquea de adaptar todos os elementos de sua verso!
<R->

Avaliando o texto

  Troque seu texto com um colega e avalie:
<R+>
 a)  uma nova verso de uma histria antiga?
 b) O texto apresenta incio, meio e fim?
 c) O ttulo  interessante?
 d) O final  coerente?
<R->

<229>
Divertimento

  s vezes os contadores de histrias exageram

<R+>
_`[{histria em quadrinhos. O cachorrinho Bidu viaja de foguete at a 
Lua. Chegando l, encontra um osso meio enterrado. Resolve
cavar e encontra mais ossos. Ento cava, cava, cava at encher
um grande saco com ossos e volta para a Terra. Ao terminar de 
contar essa histria para um amiguinho, ele conclui: 
  --  por isso que a Lua ficou assim, toda esburacada!
  Olhando a Lua no cu com sua superfcie irregular, o amiguinho
   espanta-se:
  -- Srio?!
  E Bidu, rindo, responde:
  -- No! Mas  uma histria e tanto, hein?_`]

Mauricio de Sousa. 
  ~,www.monica.com.br~,
Acesso: 24 nov. 2004.
<R->

  Voc gostou da histria do Bidu? Pois conte uma voc tambm!
Crie um causo e, depois, leia para a classe. Quem vai contar a
histria mais divertida?

<230>
Roda de leitura

  Veja como os autores transformaram a histria da Cinderela! Depois,
converse com seus colegas: qual das verses voc prefere - a original ou
esta, modificada? Mas, ateno: voc precisa justificar sua opinio!

Cinderumpelstiltskin ou a garota 
  que perdeu a chance

  Era uma vez uma linda moa chamada Cinderela que morava com
a madrasta m e suas duas filhas muito feias. Essas suas parentes no
eram s feias como tambm malvadas, e obrigavam Cinderela a
limpar a casa todinha todos os dias. Certo dia o prncipe da regio
anunciou que ia dar um baile fabuloso no seu castelo. Todas as moas
do reino estavam convidadas.
  A madrasta e as duas irms se vestiram no maior luxo para ir ao
baile, mas, como de costume, fizeram Cinderela limpar a casa, por isso
ela no teve tempo para se arrumar. Depois que a madrasta e as irms
saram, Cinderela sentou-se e chorou. Logo apareceu um homenzinho.
  No chore, por favor, disse ele. Posso ensinar voc a fiar palha e
transform-la em ouro.
  Acho que isso no vai adiantar muito, disse Cinderela. Eu preciso
 de um vestido de baile, sapatinhos de cristal e uma carruagem.
  Voc no gostaria de adivinhar o meu nome?, disse o
homenzinho esperto.
  Cinderela olhou para ele. Para falar a verdade, no.
  Vamos l, tente. Voc acha que  Chester?
  Quando a gente no tem um vestido, isso no tem a menor
importncia.
  Ora, tente um nome, qualquer nome.
  No devo falar com estranhos, disse Cinderela. Da fechou a
porta e deixou o homenzinho do lado de fora gritando:
  RUMPELSTILTSKIN! RUMPELSTILTSKIN! RUMPELSTILTSKIN!
  Quando a madrasta e as irms voltaram do baile, Cinderela lhes
contou sobre o homenzinho esquisito. Mesmo assim elas a obrigaram
a limpar a casa toda. E como eram malvadas mesmo, mudaram o
nome dela para Cinderumpelstiltskin.

<R+>
Texto: Jon Scieszka. Ilustrao: Lane Smith. *O patinho realmente feio e outras histrias malucas*.
Trad. Isa Mara Lando. So Paulo: Companhia das Letrinhas, 2000.
<R->

<232>
Agora voc escreve

  Que tal criar uma histria maluca? Em grupos, escolham uma das frases
abaixo para iniciar sua narrativa.

  O sol no  redondo...
  A mesa fraturou o p... 
  A xcara saiu voando... 
  O boi deu leite...
  O gato, com medo do ratinho...

  Depois, promovam uma exposio de histrias malucas na escola.
Com certeza, todos vo se divertir muito!

<R+>
Avaliando o texto

 a) A histria maluca de seu grupo tem idias realmente diferentes?
 b) So idias engraadas ou idias que assustam?
 c) Voc conseguiu dar um sentido a sua histria maluca?
 d) As palavras foram escritas corretamente?
<R->

<233>
Uma atividade diferente

  Voc e seus colegas vo encenar uma pea: A sala das histrias
misturadas!
  A classe vai se dividir em cinco grupos. Todos traro roupas e
acessrios para se fantasiar: chapus, perucas, capas, guarda-chuvas, bolsas,
lenos coloridos...
  Cada colega se caracteriza conforme uma personagem dos contos de
fadas.
  O grupo ter de improvisar seus dilogos, misturando duas ou mais
histrias, e os colegas tero de seguir a histria de forma coerente.
  Convidem as outras classes para assistir s representaes.
  Bom espetculo!

               oooooooooooo
<234>
<p>
Unidade 9

Um cheiro de notcia no ar...

  Nesta unidade, voc vai aprender como
as informaes circulam e como se
escrevem alguns textos de jornal.
  Olho vivo e ateno s notcias!

<235>
Uma atividade diferente

  Observe atentamente todos os detalhes da primeira pgina deste jornal.

<R+>
_`[{gazeta do Povo
 Curitiba -- segunda-feira, 26 de julho de 2004 -- R$1,50
 Manchete: Brasil, campeo da Amrica
 Foto 1: seleo brasileira de futebol comemorando a conquista da 
Copa Amrica
 Foto 2: parte da floresta e do rio Amazonas.
  Legenda: Gazeta do Povo, Curitiba, ano 86, 26 jul. 2004_`]
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<236>
  O que vocs observaram?
  Na primeira pgina so apresentados vrios textos que do uma idia
geral das notcias que o leitor vai encontrar no jornal.
<R+>
 1. Veja novamente a primeira pgina do jornal. A seguir, responda:
 a) Qual  o nome do jornal? Onde ele foi publicado? Em que data?
  Quanto custa?
 b) Qual  a manchete dessa primeira pgina?
 c) Que fotografia est em destaque?
 d) H outras imagens? H legendas?
 e) Como voc pode continuar a ler as notcias que aparecem na
primeira pgina do jornal?
<R->

<237>
Vamos ler 1

  Por que o jornal  um meio de comunicao to importante? Que tipo
de informao circula em um jornal?

Os jornais

  Meu amigo lana fora, alegremente, o jornal que est lendo e diz:
  -- Chega! Houve um desastre de trem na Frana, um acidente de
mina na Inglaterra, um surto de
peste na ndia. Voc acredita nisso
que os jornais dizem? Ser o
mundo assim, uma bola
confusa, onde acontecem
unicamente desastres e
desgraas? No! Os jornais 
que falsificam a imagem do
mundo. (...) O jornal nunca
publica uma nota assim:
  Anteontem, cerca de 21
horas, na rua Arlinda, no
Mier, o sapateiro Augusto
Ramos, de 28 anos, casado
com a senhora Deolinda Brito
Ramos, de 23 anos de idade,
aproveitou-se de um momento em que
sua consorte erguia os braos para
segurar uma lmpada para abra-la
alegremente (...).
  -- (...) Porque os jornais noticiam
tudo, tudo, menos uma coisa to banal de
que ningum se lembra: a vida...

<R+>
Rubem Braga. *Pequena Antologia do Braga*. Seleo de Domcio Proena Filho.
Rio de Janeiro: Record, 1996.
<R->

<238>
<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. Explique o significado das palavras do quadro:
 surto -- consorte

 2. Escreva a palavra que:
 a) somada a -mente, resultou em *alegremente*;
 b) somada a -eiro, resultou em *sapateiro*.

 3. Que sentido as terminaes -mente e -eiro acrescentam s palavras s
quais se unem?
 4. Na palavra do quadro, h um termo destacado que substitui uma
palavra do texto e evita repeties. Que termo  esse?
  abra-*la*

Discutindo as idias do texto

 1. Por que o amigo lanou fora o jornal que estava lendo?
 2. A notcia sobre o afeto entre um casal seria interessante em um jornal
ou no? Justifique a sua resposta.
 3. Explique, com suas palavras, o trecho
final do texto:
  Porque os jornais noticiam tudo,
tudo, menos uma coisa to banal de
que ningum se lembra: a vida...
<p>
 4. Em sua opinio, os jornais de hoje s noticiam fatos violentos?
<R->

<239>
Texto dialoga com texto

  Leia este texto:
  H mais de cem anos, um editor do antigo jornal de Nova Iorque
definiu o que  notcia em qualquer poca ao afirmar: Quando
um cachorro morde um homem, isso no  notcia. Mas quando
um homem morde um cachorro, isso  notcia.

<R+>
Chris e Ray Harris. *Faa seu prprio jornal*.
Campinas: Papirus, 1993.

 1. Troque idias com o colega: de que maneira esse texto retoma o
assunto do texto anterior?
 2. Os dois textos esto, de alguma forma, fazendo uma crtica aos jornais?
 3. Que assuntos do dia-a-dia vocs gostariam que se transformassem em
notcias?
<R->

<240>
Vamos ler 2

  Nos jornais encontram-se tambm notcias sobre fatos atuais, que
despertam o interesse dos leitores.

Encontrada em Caxias sonda 
  meteorolgica

  Aparelho japons cai soltando fumaa em terreno baldio
  Uma sonda meteorolgica japonesa caiu ontem  tarde em Duque
de Caxias. O aparelho, que tem o tamanho de uma caixa de sapatos, foi
encontrado por um morador, num terreno baldio, no bairro Pantanal.
Segundo Emerson Ferreira Lopes, de 21 anos, que localizou a sonda, o
aparelho modelo Microsonde Mark II caiu por volta das 15 h.
  -- Quando a encontrei, a sonda exalava
um odor muito forte, liberava fumaa e
estava quente -- contou Emerson.
  O aparelho foi levado para o
Grupamento de Operao de Produtos
Perigosos, da Reduc, tambm em Duque
de Caxias, onde ficar guardado. Sondas
meteorolgicas so usadas para captar
informaes como presso atmosfrica e
umidade relativa do ar. Elas enviam esses
dados via satlite para as centrais de
meteorologia instaladas na Terra.

<R+>
*O Globo*. Rio de Janeiro, 31 mar. 2004.

<241>
Seguindo as pistas do texto

 1. O que significam as palavras do quadro?
 meteorolgica -- baldio -- localizou
 2. Qual  o fato apresentado na notcia?
 3. Onde ocorreu?
 4. Em que jornal foi publicada essa notcia?
 5. Em que data a notcia foi publicada?
 6. Em que dia o fato aconteceu?
 7. O texto da notcia  escrito em prosa ou em verso?
 8. Observando as respostas dadas, conclua: quais so as partes dessa notcia?
<R->

  *Notcias* so relatos de fatos de interesse geral. Os elementos
principais que aparecem nas notcias so respostas s perguntas:

  O qu? Como Quem? Quando? Onde? Por que?

<R+>
Discutindo as idias do texto

 1. Explique, com suas palavras, o que  uma sonda meteorolgica.
 2. O que pode ter causado a queda da sonda meteorolgica?
 3. Por que o fato mereceu ser notcia de jornal?
 4. Como voc classifica a linguagem utilizada na notcia?
<R->

<242>
Na ponta da lngua

  Releia esta frase do texto:
  Uma sonda meteorolgica japonesa caiu
ontem  tarde em Duque de Caxias.

  Agora, compare-a com esta:
  Uma sonda meteorolgica japonesa caiu.

  Na segunda verso da frase, foram omitidas as informaes sobre o
tempo e o lugar em que a ao ocorreu.

<R+>
 1. Agora, leia outras possibilidades:
<R->

 A -- 
  Ontem  tarde, uma sonda
meteorolgica japonesa caiu
em Duque de Caxias.

 B -- 
  Uma sonda meteorolgica
japonesa caiu lentamente
ontem  tarde em Duque
de Caxias.
<p>
<R+>
 a) Que alteraes ocorreram em cada uma das verses? O que essas
alteraes provocaram?
 b) Observando essas alteraes, podemos afirmar que elas afetam
algum dos elementos da frase? Por qu?
 c) Passe para o plural as verses A e B.
 d) A que concluso se pode chegar aps colocar as duas frases no plural?
<R->

<243>
  O *advrbio*, que  uma palavra invarivel, modifica um verbo, um
adjetivo ou outro advrbio, exprimindo determinada circunstncia
(tempo, lugar, modo, dvida etc.).

  *Ontem* e *calmamente* so advrbios: *ontem* exprime circunstncia de
tempo e *calmamente*, de modo.
<R+>
 2. Observe as expresses do quadro e responda: que tipo de
circunstncia elas exprimem?
 tarde -- em Duque de Caxias
<R->

Agora voc escreve

  Observe a foto: o que est acontecendo?

<R+>
_`[{a foto mostra o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima sendo
empurrado da pista pelo irlands Cornelius Horan, quando 
liderava a prova nas Olimpadas de Atenas, em 2004_`]

 1. Escreva uma notcia sobre a foto.
Em seu texto devem constar as
seguintes informaes:
 a) O que aconteceu?
 b) Quando aconteceu?
 c) Onde aconteceu?

 2. Depois de pronta a notcia, d um ttulo a ela: faa a manchete.
<R->
<p>
Avaliando o texto
 
  Troque o texto com um colega e avalie:
<R+>
 a) A notcia informa ao leitor o que aconteceu, quando e onde?
 b) A manchete chama a ateno do leitor?
 c) O texto est de acordo com a foto?
 d) Voc usou letra maiscula no incio das frases?
 e) As palavras esto escritas corretamente?
<R->

<244>
Detalhe puxa detalhe

  A fotografia  muito importante nos jornais, tanto que existe o
foto jornalismo, ou seja, um tipo de jornalismo que usa a foto como
elemento de informao.
  Nos jornais, as fotos costumam vir acompanhadas por legendas.

  *Legenda*  o texto que acompanha uma imagem (foto, ilustrao,
mapa), explicando-a.

<R+>
 1. Crie legendas para as fotos a seguir.
<R->

 A --
 _`[{casal de cachorrinhos vestidos de noivos, dentro de um carro, 
olhando para fora pelo vidro traseiro_`]

 B --
 _`[{criao de gado confinado_`]
 
<245>
Texto do dia-a-dia

  As manchetes devem informar, de maneira interessante e objetiva, o
assunto das notcias do jornal.

<R+>
 1. Compare as manchetes:

Jornal do Comrcio
  Novo trecho da BR-232 em obras

*Jornal do Commercio*. Recife, 30 jul. 2004.
<p>
Dirio do Nordeste
  Incndio destri barracas na Praia do Futuro

 *Dirio do Nordeste*.
Fortaleza, 30 jul. 2004.

Gazeta do Povo
  Queimada na Amaznia afeta clima no Sul

*Gazeta do Povo*.
Curitiba, 25 jul. 2004.
<R->

<246>
O Estado de S. Paulo
  Butant fabricar vacina em convnio indito com os EUA

<R+>
*O Estado de S. Paulo*. So Paulo, 2 set. 2004.

 a) Em sua opinio, as manchetes so objetivas?
 b) Qual delas o levaria a ler a notcia? Por qu?
<p>
 2. Reescreva as frases abaixo para que sirvam como manchete para um
jornal.
 a) As meninas alegres recolhem muitos livros.
 b) Todos os alunos esperam a construo da nova biblioteca.
 c) Torcida animada aplaude todos os jogadores do time.

 3. H manchetes que no s informam o que aconteceu como opinam
sobre o fato.
  Veja:

  Assalto  creche: Dez crianas ficam feridas

*O Globo*. Rio de Janeiro, 2 jun. 2003.
<R->

  Assalto  creche: Crianas inocentes so vtimas da violncia

<R+>
*O Dia*. Rio de Janeiro, 2 jun. 2003.
<R->
<p>
  Copie a manchete que emite opinio. Justifique sua escolha.

<247>
Roda de leitura

  Que tal elaborar manchetes interessantes para as notcias desta pgina
e da seguinte?

 A --
  Acontece hoje o duelo dos ndios mundurukus e muirapinima
no IX Festival das Tribos de Juruti. Na arena do
tribdromo da cidade, cerca de 30 mil pessoas
devem participar da festa, considerada a
maior atrao cultural da regio do Baixo-Amazonas. O palco da festa, o tribdromo
de Juruti, est passando por reformas e o
pblico poder usar os dez novos lances de
arquibancadas que j esto prontos. O porto
da cidade est completamente lotado de
embarcaes vindas de todos os municpios
da regio Oeste do 
<p>
Par. At balsas trazendo
motos e carros vieram de bidos. (...)

<R+>
Cartaz. *O Liberal*. Belm, 31 jul. 2004.
<R->

 B --
  Foram precisos seis meses de trabalho da equipe de
restauradores, alm de um guindaste para a remoo da obra de
850 quilos e do investimento de um marchand carioca, para que
o painel Bandeirantes, de Cndido Portinari, possa
enfim ser visto como novo. Feito para a
inaugurao do ento luxuoso Hotel Comodoro,
em 1954, nos 400 anos de So Paulo, desde ento
o painel estava quase escondido em um salo do
primeiro andar do hotel, no nmero 525 da
Avenida Duque de Caxias, no centro, usado h
tempos como restaurante de comida a quilo.
  (...) o gigante de quase 20 metros quadrados
(2,5 metros de altura por 6,65 metros de largura)  o
nico painel de mosaico figurativo de Portinari no Pas. As
pastilhas que tinham cado ou estavam quebradas foram
substitudas por outras feitas na mesma leva (...).

<R+>
*O Estado de S. Paulo*. So Paulo, 1 set. 2004.
<R->

<248>
 C --
  Como  comum s grandes invenes
da histria, a paternidade do hambrguer
 polmica. Mas as reivindicaes partem,
via de regra, do mesmo bero: os EUA.
Louis Lasse, dono de uma lanchonete em
New Haven, Connecticut, afirmou ter
criado o sanduche em 1900. Os irmos
Frank e Charles Menches diziam ter
servido a iguaria pela primeira vez em
Hamburg, Estado de Nova York, j em 1885.
Mas se o que vale so as testemunhas, a
estria do hambrguer deve-se a Fletcher
Davis, que teve como clientela os 40
milhes de visitantes da Feira Mundial de
Saint Louis, de 30 de abril a 1 de
dezembro de 1904. Davis atraiu a ateno
de um jornalista do New York Tribune, que
publicou reportagem sobre o curioso
sanduche. H 100 anos, portanto, o
hambrguer comeava a ganhar o mundo.

<R+>
Guia vida&arte. *O Povo*. Fortaleza, 30 jul. 2004.
<R->

 D -- 
  O Conjunto Cultural da Caixa est
oferecendo oficinas de historinha nos
finais de semana, com o projeto Criana
Arteira. As crianas podem participar
enquanto os pais visitam as exposies. As
oficinas so coordenadas por duas bonecas
gigantes, Chicota e V- Zuza. A meninada
percorre as exposies do centro cultural.
Em seguida, orientados pelas bonecas com
cabea de material reciclado e roupas
coloridas, aprendem como construir e
contar histrias a partir do que assistiram.
(...)

<R+>
Marcela Duarte. Cidades. *Correio Braziliense*.
Braslia, 24 jul. 2004.
<R->

<249>
Curiosidade

  Vocs conhecem todas as sees de um jornal?

 1. O professor divide a classe em grupos e entrega, a cada um deles,
uma seo do jornal. O grupo deve observar:
<R+>
 a) o ttulo da seo;
 b) como a seo est dividida;
 c) que tipo de assuntos a seo traz.
<R->

  Depois, cada grupo apresenta suas concluses para os colegas.

<250>
<p>
Detalhe puxa detalhe

  Voc sabe como se chamam estes textos que so publicados nos jornais?

 A -- 
  Vende-se apto. amplo com 3 qts.,
varanda e vaga na escritura. (...)

<R+>
*Jornal do Brasil*. Rio de Janeiro, 25 jul. 2004.
<R->

 B -- 
  Caminho 4 Ton. Aluga-se, c/ ba,
novo, c/ ou s/ motorista. (...)

<R+>
*Gazeta do Povo*. Curitiba, 24 jul. 2004.
<R->
<p>
 C --
  Livros. Professor vende 500 livros de
Cultura Geral  vista. (...)

<R+>
*O Liberal*. Belm, 31 jul. 2004.
<R->

 D --
  Precisa-se de copeiros para festa.
Contatos para a sede do jornal O Balco.

<R+>
*O Balco*. Rio de Janeiro, 30 jul. 2004.
<R->

  O anncio de jornal que oferece ou procura bens, servios,
profissionais e empregos, compra, vende ou aluga imveis e veculos, 
chamado de *classificado*.

<R+>
 1. Quais so as caractersticas do texto de um anncio classificado?
 2. O que significam as abreviaes nos anncios A e B?
<R->

<251>
Divertimento

  Muitos leitores compraram o jornal de domingo esperando
encontrar, nos classificados, algo de que precisam.
  Relacione cada classificado ao leitor que o procura.

<R+>
 1 Abertura Firma
  Abertura, alterao e cancel. cont. em geral.
 2 Equip. Musculao
  Vende-se, usados, em bom estado.
 3 Bulldog Ingls
  Lindos filhotes, com pedigree, tima linhagem noble.
 4 Camisetas R$2,30
  Branca, pronta entrega. Estampamos.
 5 Artes e Jias
  Antigas e modernas, pratarias, faqueiros, marfim, quadros catologados, etc.
 6 Oportunidade
  Telemensagem, temos kit profissional completo. Atendemos todo Brasil.
  
 Vilam: -- Comprei uma casa nova e
agora quero objetos bem
bonitos para decor-la. 
 Ari: -- Eu e meu amigo
vamos montar
uma academia,
mas ainda
precisamos
comprar os
equipamentos. 
 Moacir: -- Resolvi abrir uma
firma, mas preciso
de um
profissional para
me orientar.
 Lili: -- No aniversrio de
minha av vou
mandar uma
mensagem bem legal
para ela.
 Sandra: -- Meu irmo sempre
quis ter um
cachorro, e agora
que ele mora em uma
casa com quintal
pode realizar seu
sonho.
 Lucas: -- Nosso time precisa de camisetas
novas. O campeonato comea no
ms que vem!
<R->

<252>
Agora voc escreve

  Voc ganhou uma bicicleta de aniversrio. Mas o que fazer com a antiga?
E para andar na bicicleta nova, maior do que a outra, voc vai precisar de
um capacete. E agora? Coloque um anncio classificado no jornal!
  No se esquea de:
<R+>
 a) descrever o que voc quer vender;
 b) descrever o que voc quer comprar;
 c) se identificar, com nome e telefone.
<R->

Avaliando o texto

  Releia seu classificado e verifique:
<R+>
 a) Voc descreveu o que quer vender?
 b) Voc descreveu o que quer comprar?
 c) Voc se identificou?
 d) O texto  objetivo?
 e) As palavras esto escritas corretamente?
<R->

<253>
<p>
 Vamos ler 3

  Para ser bem informado  preciso ler jornais, revistas e livros, visitar
bibliotecas e museus...
  Leia, na pgina seguinte, a reportagem sobre um museu.

  *Reportagem*  o trabalho de coleta de dados sobre um assunto, a
anlise desses dados e o texto que se escreve com base nessas
informaes, para publicao em jornais ou revistas.

<254>
Brincadeiras nos museus de 
  cincias

  Um lugar para se divertir e, de quebra, para aprender. Esse  o
lema do Explora, um centro de cincias construdo no Mxico, na
cidade de Lon, que fica a cerca de 400 quilmetros da capital do
pas.  mais ou menos a distncia entre So Paulo e o Rio de Janeiro.
  O passeio nesse centro de cincias comea no porto do parque
dentro do qual ele foi construdo.
  Ali, voc v um gramado onde esto espalhados objetos
interessantes: um avio, um helicptero, um carro de corrida de
Frmula 1 e dois trens, todos de verdade.
  Uma escadaria leva a um porto de vidro. Logo ao cruz-lo, um
rudo estranho chama a ateno: uma geringona deliciosamente
barulhenta se mexe a poucos metros. Que mquina incrvel!
  Ela funciona sem parar, com vrias bolas que sobem e descem
periodicamente numa rampa parecida com uma montanha-russa.
  Na descida, as bolas batem em
objetos que fazem sons musicais,
barulhos e apitos. E no se v um
motor eltrico sequer para fazer a
geringona funcionar.
  O Centro de Cincias Explora
tem seis salas, uma sobre cada
assunto: Movimento,
Comunicao, Espao, Vida,
Planeta gua e Corpo Humano.
  Nessas salas, voc brinca de
astronauta numa nave espacial,
percorre as clulas que formam o
corpo humano, mergulha nas
molculas da gua, grava num
estdio de TV e muito mais.

<R+>
_`[{foto descrita por sua legenda_`]
  Legenda: Criana testa experimento no Explora,
em Lon, Mxico (2003).
<R->

<255>
Espaos construdos para 
  bisbilhotar

  No centro mexicano de cincias Explora, vrios experimentos
divertidos permitem ver, por exemplo, como o som  produzido e
como surgem as ondas.
  Voc entra tambm numa casa em miniatura e aprende como
economizar energia, ligando diferentes aparelhos como TV,
liquidificador e forno microondas.
  Uma sala de realidade virtual leva voc a um mundo como o do
filme Matrix.
  E voc pode se sentir o prprio super-heri levantando pesos que
nunca imaginou ser capaz! O legal  que todos os espaos so
construdos para a gente mexer em tudo.
  Por todo lado, crianas e adolescentes se divertem com temas que
s vezes parecem meio chatos na escola.
  O Explora recebe cerca de 260 mil pessoas por ano. A metade
delas tem 12 anos ou menos, diz Jorge Padilha, diretor do centro de
cincias. O restante do pblico  formado por adolescentes (27%) e
adultos (25%).
  O Explora foi
criado em 1994. Antes
disso, a rea era um
terreno baldio que
pertencia ao governo e
foi cedida para a
construo do
parque, comemora
Padilha.
<p>
<R+>
_`[{foto descrita por sua legenda_`]
  Legenda: Torre de energia no
Explora (2003).

Luisa Massarani. Folhinha. *Folha
de S. Paulo*.
So Paulo, 30 ago. 2003.

<256>
Seguindo as pistas do texto

 1. O texto d informaes sobre um museu de cincias. Que museu 
esse? Em que lugar do mundo ele est localizado?

 2. O que significa *bisbilhotar*?
 a) Procure o significado no dicionrio e escreva-o.
 b) Agora, aplique o que pesquisou: o que quer dizer o subttulo da
reportagem Espaos construdos para bisbilhotar?

 3. Qual  o nome da jornalista responsvel pela reportagem?
<p>
 4. Que sinal de pontuao a autora da reportagem utilizou para indicar a
fala do diretor do museu?

 5. Indique:
 a) os dados numricos que representam a freqncia de visitao de
adolescentes e de adultos ao museu;
 b) os dados numricos que representam o total de visitantes por ano
no museu Explora.

 6. O museu Explora possui seis salas para os visitantes brincarem.
  Descubra a sala certa em que se pode:
 a) brincar de astronauta numa nave espacial;
 b) percorrer as clulas que formam o corpo humano;
 c) mergulhar nas molculas da gua;
 d) gravar num estdio de TV.

<257>
<p>
Discutindo as idias do texto

 1. Qual  a funo das fotografias na reportagem? Que idias elas
sugerem sobre o museu?
 2. Como se pode brincar na sala Movimento do museu Explora?
 3. Que objetos podem ser vistos logo no porto do museu Explora?
 4. De acordo com o texto:
  (...) crianas e adolescentes se divertem com temas que s vezes
parecem meio chatos na escola.
  Por que o museu atrai tantas crianas e adolescentes?
<R->

Trabalhando a oralidade

  Que tal fazer um programa de televiso? A classe divide-se em grupos
e cada grupo escolhe um assunto para uma entrevista. No esqueam: 
necessrio que haja um apresentador, um entrevistado e pessoas na platia
para fazerem perguntas. Se quiserem, podem apresentar imagens
referentes ao tema.

<258>
Divertimento

  Ao folhear os jornais, voc observou que eles so divididos em
sees e cadernos. Um dos cadernos costuma ser dirigido ao pblico
infantil e adolescente, e traz reportagens, dicas e passatempos:
quadrinhos, palavras cruzadas, caa-palavras, jogo dos erros...
  Voc consegue resolver o desafio?

<R+>
 1- No  um filme de Mauricio de Sousa:
 A. A Pricesa e o Rob
 B. O Grilo Feliz
 C. A Aventuras da Turma da Mnica

 2- Nome do importante evento de animao que est agitando as frias de julho no Brasil:
 A. Animatrix
 B. Anima Power
 C. Anima Mundi

 3- Produo que conquistou o Oscar de Melhor Animao em 2004:
 A. Procurando Nemo
 B. Irmo Urso
 C. Shrek

Gazetinha.
*Gazeta do Povo*. 24 jul. 2004.
<R->

<259>
Texto dialoga com texto

 A --
  Uma deciso para relembrar tempos dourados do Estadual
  Vasco e Fluminense revivem hoje antiga rivalidade na final da
Taa Rio

  Vasco e Fluminense revivem s 16h, no Maracan, na deciso
da Taa Rio, uma das maiores rivalidades
do futebol brasileiro, que nos anos
dourados do Campeonato Carioca
chegava a superar Vasco x
Flamengo. O vencedor de
hoje, que pode ser
conhecido nos pnaltis
caso a partida termine
empatada no
tempo normal,
enfrentar na
deciso do
Estadual o Flamengo,
campeo da Taa
Guanabara.
  Tradicionais
adversrios, Vasco e
Fluminense decidem a
competio pela quarta vez e
em todas elas (1984, 1988, 1994
e 2003) a vitria foi vascana.
Desde 1923, os dois times se
enfrentaram 312 vezes, com 123 vitrias
do Vasco, 106 do tricolor e 83 empates.

  Jogo final da Taa Rio 2003
entre Vasco e Fluminense,
Maracan, Rio de Janeiro.

<R+>
Fbio Juppa e Mrcio Tavares. Esportes. *O Globo*.
Rio de Janeiro, 4 abr. 2004.
<R->

<R+>
 1. Com base no texto, o que quer dizer *tempos dourados do Estadual*?
 2. Que tipo de texto  esse: entrevista, notcia, de opinio? Justifique sua
resposta.
<R->

<260>
 B --
 O bsico e o extra

  Antes do jogo final contra os Estados Unidos, Ren Simes
disse que as americanas so melhores no bsico, e as brasileiras,
no extra. (...)
  O bsico so os fundamentos tcnicos (o Brasil finalizou mal),
as jogadas ensaiadas, a confiana, a capacidade fsica, a
concentrao, a ausncia de erros nos momentos decisivos e
outras coisas. A tcnica coletiva  tudo isso. (...)
  O extra  a tcnica fina, a intimidade com a bola, a fantasia, o
passe de curva, o drible desconcertante, a improvisao. O extra
pode ser aprimorado, mas no se ensina. As americanas j
atingiram o mximo porque nunca vo aprender bem o extra.

<261>
<R+>
 1. Explique, com base no texto, o que significa a frase:
  (...) as americanas so melhores no bsico, e as brasileiras, no extra.
 2. Que tipo de texto  esse: entrevista, notcia, de opinio? Justifique sua
resposta.

 3. Agora, compare os dois textos:
 a) Quais so as semelhanas entre eles?
 b) Quais so as diferenas?
 c) De qual voc gostou mais? Justifique.
<R->

Ateno  fala e  escrita

  Observe:
 gol -- acabou

<R+>
 1. O que a terminao dessas palavras tem em comum?
 2. E o que tem de diferente?
<p>
 3. Procure, em jornais e revistas, palavras terminadas com *u* e com *l*.
  Depois, faa um ditado para um colega. Corrijam a atividade juntos.
<R->

<262>
Uma atividade diferente

  Uma gincana  uma tima maneira de terminar o ano letivo, no ?
<R+>
  O professor divide a classe em equipes.
  Cada equipe escolhe um nome, pelo qual ser identificada durante a
gincana.
  A classe vai marcar um dia para realizar a gincana. No dia marcado,
todas as equipes devero trazer um jornal para a sala de aula.
  O professor entrega a cada equipe um envelope com as tarefas.
<R->
<p>
  Ateno: as tarefas so diferentes para cada equipe, mas todas tm o
mesmo grau de dificuldade.
  Vence a gincana a equipe que cumprir primeiro suas tarefas.
  Boa sorte!

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Obra

